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Quando o suicídio atinge a casa

Há vinte anos atrás, recebi uma visita que mudaria para sempre minha vida. Descobri que meu pai havia morrido. Com pouquíssimos detalhes e totalmente desinformado sobre a causa de sua morte, eu viajei ao seu pequeno apartamento no Texas contendo apenas seu endereço na mão.

Quando cheguei lá às 3 da manhã, encontrei o seu apartamento - cercado com fita amarela, como uma cena de crime. Percebi que os policiais haviam removido seu corpo alguns dias antes e eles me informaram que a investigação precisava ser concluída antes que fosse permitida minha entrada no apartamento do meu pai.

Mas, eu não poderia esperar tanto tempo. Eu precisava saber o que aconteceu.

Então, eu percebi uma abertura na parte de trás do apartamento e rastejei pela entrada da sua janela do banheiro. Usando apenas a iluminação que vinha das luzes de fora para me guiar, me dirigi até seu quarto e encontrei algo que os policiais não julgaram relevante: um caderno. Estava cuidadosamente escondido em uma pilha de livros perto de sua TV.

Ele havia tirado a própria vida.

Conhecendo os hábitos de meu pai, lembrei-me que ele adorava escrever. Eu sabia que se houvesse alguma resposta em torno de sua morte, eu poderia encontrá-los nesse caderno. Folhear as páginas era como conseguir um vislumbre autêntico do coração de meu pai e o que eu lia continha coisas muito entristecedoras. Ele ainda se sentia devastado por todas as adversidades que a vida lhe causara: a trágica perda de sua esposa 10 anos mais cedo, sua incapacidade de conseguir outro emprego, ter ido à falência e perdido tudo que ele tanto trabalhou para conseguir.

Ele havia tirado a própria vida. Com apenas 56 anos de idade, meu pai sentiu-se tão desesperado e perturbado, que procurou uma maneira de acabar com sua dor fatigante.

Enquanto eu continuava a examinar o caderno, encontrei um registro ao qual foi escrito como nenhum dos outros. Era uma carta para minhas duas irmãs e eu.  Quando cheguei na parte em que ele se dirigia especificamente a mim, o que eu li fez meu coração desabar. Ler suas últimas palavras a meu respeito era como despencar em queda livre de um prédio de 10 andares. Meu pai deixou este mundo bravo comigo e com Deus pelo que havia lhe acontecido.

Meu pai deixou este mundo zangado comigo e zangado com Deus pelo que aconteceu.

Foi então que horas mais tarde eu fui capaz de reunir tranquilidade suficiente para poder olhar acima da cama de meu pai. Lá estava – uma grande foto minha de quando eu era criança. Fazia 25 anos desde que eu vira aquela foto, mas naquele momento, eu soube que, apesar de seus questionamentos a respeito da minha vida e minha dedicação ao ministério, meu pai me amava. Eu era tudo pra ele, tanto que a única foto em seu quarto era a minha, e minha imagem era a última que ele via à noite e a primeira que ele via quando acordava todas as manhãs.

Esta imagem minha contradizia a imagem que ele descrevia a meu respeito em seu caderno, mas, independentemente de sua raiva a meu respeito e em relação ao Deus que eu servia, eu sabia que ele ainda me amava tanto quanto ele era capaz de fazê-lo. Meu pai teve muitos problemas, incluindo sua incapacidade para lidar com os desafios da vida, o que infelizmente contribuiu para sua morte prematura por suicídio.

Naquela noite, parado diante da comida na sua cama, tomado pela emoção, a única coisa que eu podia fazer era invocar o nome de Jesus.

Propus em meu coração comprometer minha vida e meu ministério a usar esta dolorosa experiência para a glória de Deus.

Então ali mesmo eu orei, "Deus, use este evento, use esta vida para comunicar a verdade! Não deixe esta perda ficar sem recompensa. Use-me para alcançar tantos quanto possível, expondo a mentira por trás do suicídio! Dá-me a graça de comunicar a vida de Jesus às pessoas que se encontram em grande risco!"

Desde que proferi aquelas palavras naquela noite, propus em meu coração comprometer minha vida e meu ministério a usar esta dolorosa experiência para a glória de Deus. Mesmo no meu sofrimento e angústia, tenho sido capacitado a me submeter a Deus e lutar contra a questão do tabu do suicídio, que tem dizimado a vida de incontáveis multidões todos os anos.

 

Falamos da vida sobre a morte

Você sabia que em todo o mundo, o suicídio é responsável por mais mortes do que acidentes, homicídios e conflitos de guerra?

Mais de 34.000 pessoas por ano só nos EUA morrem por causa do suicídio.

Mais de 34.000 pessoas por ano só nos EUA morrem por causa do suicídio. Dessas mortes, quatro mil ocorrem com jovens que tem idade entre 15 e 24 anos.

Pessoas de todo o mundo, especialmente os nossos jovens adultos, estão lutando contra um assassino silencioso. O suicídio é um inimigo real e evidente.

Com números como esses, está claro que as pessoas estão clamando por ajuda. Foi exatamente por isso que criamos nosso projeto de Fatos da Vida. 

 

O que quer dizer Fatos da Vida?

Fatos da Vida fornece-lhe a armadura espiritual para combater corajosamente as decepções que levam ao suicídio com recursos relevantes, tópicos de conversação e orientação divina.

Esta plataforma poderosa nos dá a oportunidade de abordar este tema difícil, propagar uma certa conscientização e ministrar aos que estão em risco e que precisam de mais ajuda.

Mas, o ministério, a conversa e o compromisso não acabam no evento. Construímos este programa com 3 aspectos transformadores que o ajudarão a sarar:

  1. Para fornecê-lo recursos concretos que garanta que terão uma vida que vale a pena ser vivida.
  2. Para orientá-lo enquanto atravessa os desafios da vida.
  3. Para fundamentá-lo na Palavra da Verdade e no amor de Deus enquanto traz esperança.

Convide-nos a organizar um ‘Fatos da Vida’ em sua escola ou igreja.

Em crise nesse momento? Ligue 1-800-273-8255


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